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Genética em prol do exercício

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Já se sabe que a herança genética individual pode influenciar no ganho ou na perda de peso, no aparecimento ou não de algumas doenças e em uma infinidade de outros aspectos.

 

No entanto, especialistas ainda não sabem determinar exatamente até que ponto os genes são responsáveis pelo desempenho no exercício físico e até mesmo qual a influência deles nessas doenças.

Um novo tipo de exame genético promete ajudar atletas amadores e profissionais a alcançarem melhores resultados durante os treinos, além de identificar como o corpo se comporta com a prática de exercícios. O Sportgen desembarcou no Brasil no ano passado e ainda é pouco conhecido no País. O preço, em torno de três mil reais para a versão mais completa, pode ser uma das razões.

Por meio de uma amostra de sangue, o exame identifica mutações no DNA que podem desde indicar uma falha no processo metabólico da glicose até mensurar o risco de desenvolver doenças cardíacas. O teste, segundo o laboratório Richet, responsável pelo exame, também permite averiguar qual tipo de exercício é o mais indicado para uma pessoa.

“O resultado traz conclusões que ajudam a melhorar o desempenho, indicam qual a melhor atividade física a fazer, que dieta seguir, se a pessoa tem chances de desenvolver hipertensão ou se tem propensão para a morte súbita. Com o resultado em mãos, é possível adotar um treino muito mais específico e personalizado, além de cuidar mais de perto da saúde”, afirma Hélio Magarinos Filho, diretor médico do laboratório.gentica2

A publicitária Monalisa Netto, 40 anos, é atleta desde a adolescência e os exercícios sempre fizeram parte de sua rotina. Há um ano, resolveu deixar de correr no asfalto para correr na praia e passou a ter lesões nos membros inferiores por conta do aumento no esforço realizado durante o treino. Para descobrir o motivo, o personal trainer indicou o exame.

“Vem muita informação, se tem risco de ter diabetes, qual sua característica de treino, um diagnóstico de como está o organismo e a resistência muscular. É como um mapa do organismo. O exame identificou que eu precisava de mais volume de treino em vez de intensidade. A partir daí, mudei e não tive mais tantos problemas”, conta.

Não reconhecido

O exame, no entanto, é controverso, já que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM). “Sabemos que existe um componente genético no caso de hipertensão, por exemplo, mas não sabemos precisar quanto disso é genético. Um por cento? Dez por cento? Vinte por cento? Não sabemos ainda. Então, esse tipo de exame ainda não tem utilidade garantida”, afirma o presidente da entidade, Salmo Raskin.

O especialista também faz uma ressalva com relação a análise do resultado. Para ele, apenas um médico com especialização em genética poderia interpretar corretamente o teste. “Toda indicação de exame genético deveria passar obrigatoriamente por um geneticista. Isso evitaria pagar um preço caro por um exame que não tem eficácia comprovada”, analisa. No caso do Sportgen, o resultado vem direto dos Estados Unidos e as recomendações e análises são baseadas nas indicações de associações americanas.

Segundo o presidente da SBGM, cerca de 2/3 dos laboratórios brasileiros oferecem exames variados diretamente ao consumidor. Nos Estados Unidos, já existem empresas que oferecem teste de paternidade, por exemplo, facilmente adquiridos pelo site. Basta o interessado enviar amostras do DNA pelo correio e o resultado chega em poucos dias na casa do cliente.

Esse tipo de oferta, no entanto, não é aprovado pela Sociedade Brasileira de Genética Médica. “Existe certo aproveitamento da onda da genética por profissionais que não estão capacitados”, alerta Salmo.

Fonte: www.tvcanal13.com